Quando a auditoria não audita: o escândalo Master & Reag

Quatro grandes empresas de auditoria — KPMG, EY, PwC e Crowe — deram aval a balanços que escondiam fraudes bilionárias.
O Banco Master declarou quase 20 bilhões em fundos e mais de 6 bilhões em créditos consignados que simplesmente não existiam.
A KPMG chegou a registrar ‘incerteza’ nos ativos, mas concluiu o balanço sem ressalvas.
O Banco Central, em uma checagem simples, fez 30 ligações para supostos tomadores de crédito e descobriu que nenhum havia recebido dinheiro.
Já a gestora Reag registrou 45 bilhões em créditos de carbono de terras públicas que não lhe pertenciam. EY, PwC e Crowe validaram esses números sem verificar a titularidade.
O resultado: investidores, credores e até bancos públicos ficaram com o prejuízo.
As auditorias invocaram sigilo profissional e não foram responsabilizadas.
A pergunta que fica é: para que servem auditorias que não verificam nada?

Assista o vídeo

Reforma Tributária: Sua Empresa Está Preparada para os Impactos? Leia.

O Brasil inicia em 2026 uma das maiores transformações de seu sistema tributário nas últimas décadas: a Reforma Tributária. O novo modelo prevê a substituição de cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por dois principais: IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). A promessa é de simplificação, transparência e maior eficiência, mas os impactos serão profundos e distintos em cada setor da economia.

A transição será gradual, estendendo-se até 2033, mas já em 2026 começam os testes e ajustes iniciais. Isso significa que as empresas não podem esperar: precisam desde já avaliar como suas operações, contratos e margens serão afetados. Cada negócio tem particularidades próprias, e não existe uma fórmula única. O que funciona para uma indústria exportadora pode não ser adequado para uma empresa de serviços intensiva em mão de obra ou para um comércio varejista que depende de incentivos regionais.

Nesse cenário, planejamento tributário estratégico deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade vital. A análise individualizada, baseada em dados concretos, será o diferencial entre empresas que se adaptam e prosperam e aquelas que perdem competitividade.

 

1 – Impactos por Setor

1.1 Comércio

O setor de comércio, especialmente o varejo, enfrentará desafios relevantes:

  • Fim de benefícios regionais: muitos estados e municípios utilizam incentivos fiscais para atrair empresas e estimular o consumo local. Com a unificação dos tributos, esses benefícios tendem a desaparecer, impactando diretamente redes varejistas e pequenos comerciantes.
  • Ajuste de preços: o repasse da nova carga tributária exigirá renegociação com fornecedores e clientes. Empresas que não conseguirem comunicar de forma clara os reajustes correm o risco de perder mercado.
  • Maior transparência e controle: a não cumulatividade plena permitirá melhor rastreabilidade dos créditos, mas exigirá sistemas de gestão mais robustos.

Exemplo prático: imagine uma rede de supermercados que hoje se beneficia de isenção parcial de ICMS em determinados produtos básicos. Com a reforma, essa vantagem desaparece, e a empresa precisará rever margens, renegociar contratos com fornecedores e repensar estratégias de fidelização para não perder clientes.

1.2 Indústria

A indústria tende a ser um dos setores mais beneficiados pela reforma:

  • Maior aproveitamento de créditos: atualmente, muitos insumos não geram crédito tributário, criando distorções e aumentando custos. Com o novo modelo, haverá maior neutralidade, permitindo que praticamente todos os insumos sejam aproveitados.
  • Competitividade internacional: exportadores terão ganhos significativos, já que o efeito cascata dos tributos será eliminado, tornando os produtos brasileiros mais competitivos no exterior.
  • Simplificação e previsibilidade: a redução da complexidade tributária permitirá melhor planejamento de investimentos e expansão.

Exemplo prático: uma indústria de equipamentos de energia que hoje não consegue aproveitar créditos de determinados insumos terá, com a reforma, maior neutralidade tributária. Isso pode reduzir custos e abrir espaço para competir em mercados internacionais com mais força.

1.3 Serviços

O setor de serviços será, sem dúvida, o mais pressionado pela reforma:

  • Aumento da carga tributária: empresas de consultoria, engenharia, manutenção e locação podem enfrentar elevação significativa da carga, já que são intensivas em mão de obra e têm poucos insumos que geram créditos.
  • Contratos em risco: será necessário renegociar cláusulas de reajuste e repactuação para repassar custos sem perder clientes.
  • Mudança no regime tributário: muitas empresas hoje no Lucro Presumido podem ter que migrar para o Lucro Real, exigindo maior controle contábil e financeiro.

Exemplo prático: uma empresa de manutenção de parques eólicos, com alta intensidade de mão de obra e poucos insumos creditáveis, pode ver sua carga tributária subir em até 80%. Sem planejamento, isso comprometeria margens e competitividade.

 

2 – A Importância de Estudos e Simulações

Diante desse cenário, não basta conhecer a teoria da reforma. É essencial realizar simulações personalizadas com base nos dados de cada empresa. Isso inclui:

  • Comparar regimes tributários (Lucro Presumido x Lucro Real);
  • Projetar impactos das alíquotas de IBS e CBS;
  • Ajustar precificação de contratos e produtos;
  • Avaliar reorganização societária para reduzir riscos e passivos.

Sem esse diagnóstico, o risco é tomar decisões equivocadas que comprometam competitividade e sustentabilidade financeira. Empresas que se anteciparem terão vantagem estratégica, pois poderão negociar contratos, ajustar margens e comunicar mudanças de forma planejada e transparente.

 

3 – Como a Eduwork Pode Ajudar

A Eduwork está preparada para apoiar empresas de todos os portes e segmentos na adaptação à Reforma Tributária, oferecendo uma consultoria estratégica baseada em dados reais e soluções personalizadas. Com base na metodologia aplicada em projetos para empresas de 3 setores, estruturamos um processo que pode ser replicado e ajustado conforme as necessidades de cada negócio:

3.1 Etapas do Estudo Tributário Pós-Reforma

  1. Diagnóstico Contratual e Operacional

Análise dos contratos vigentes, cláusulas financeiras e tributárias, estrutura de faturamento e composição de receitas. Identificamos riscos e oportunidades de renegociação frente às novas regras.

  1. Enquadramento Fiscal de Produtos e Serviços

Revisão técnica dos cadastros de produtos e serviços, com correlação às novas classificações tributárias (cClassTrib), evitando erros de enquadramento que possam gerar passivos ou perda de créditos.

  1. Mapeamento de Clientes e Fornecedores

Avaliação dos perfis tributários dos parceiros comerciais para identificar oportunidades de geração ou aproveitamento de créditos, conforme as regras do IBS e CBS.

  1. Simulação de Regimes Tributários

Comparativo entre Lucro Presumido e Lucro Real com base nos dados contábeis da empresa, projetando cenários futuros e apontando o regime mais vantajoso.

  1. Projeção de Carga Tributária com IBS/CBS

Simulações com as alíquotas previstas e cenários ajustáveis conforme a definição oficial, permitindo planejamento financeiro e precificação estratégica.

  1. Avaliação da Nova Base de Cálculo

Estudo dos componentes que passam a integrar a base de tributação (fretes, seguros, encargos), com orientações para ajustes operacionais e financeiros.

  1. Estudo de Reorganização Societária

Análise da viabilidade de desmembramento de atividades e constituição de novas empresas, visando eficiência tributária e redução de riscos.

  1. Precificação de Produtos e Serviços

Desenvolvimento de modelos de precificação alinhados às novas alíquotas e regimes, com foco em preservação de margem e competitividade.

Nosso objetivo é oferecer às empresas clareza, segurança e estratégia para enfrentar a Reforma Tributária com tranquilidade e assertividade. Transformamos um cenário de incertezas em uma oportunidade de crescimento sustentável e fortalecimento competitivo.

 

4 – Conclusão

A Reforma Tributária é inevitável e já está em curso. O sucesso das empresas dependerá da capacidade de planejar e se adaptar. Não espere a mudança acontecer para agir: antecipe-se, faça simulações e prepare sua empresa para o futuro.

A Eduwork está pronta para apoiar empresas de comércio, indústria e serviços nesse processo de transformação. Nossa equipe possui experiência e metodologia comprovada para ajudar sua empresa a enfrentar os impactos da reforma com segurança e estratégia.

👉 Entre em contato com nossa equipe: 🌐 www.eduwork.com.br 📧 Eduwork@eduwork.com.br

Análise de Viabilidade de Posto de Coleta de Exames Laboratoriais | Estudo Real para a UNIMED

Neste vídeo, o Prof. Ronaldo Pontes convida o Prof. Rafael Pontes para apresentar um estudo completo de análise de viabilidade de projeto aplicado à implantação de um posto de coleta de exames laboratoriais para a UNIMED Juiz de Fora – MG.
Com um investimento superior a R$ 700 mil, o projeto foi aprovado com base em uma avaliação técnica rigorosa, utilizando todos os principais conceitos de viabilidade: análise de mercado, projeções financeiras, fluxo de caixa descontado (FCD), payback, TIR, VPL e ROI.
Este conteúdo é ideal para profissionais da saúde, gestores, empreendedores e estudantes que desejam entender como aplicar a metodologia de viabilidade de projetos na prática — com um exemplo real, validado e aprovado por uma das maiores cooperativas médicas do Brasil.
📌 Assista e descubra como decisões estratégicas podem ser tomadas com base em dados, indicadores e planejamento estruturado.

Produzir além do ponto é fabricar prejuízo

🚨 Produzir demais pode ser o erro que está afundando sua empresa.
Você sabe identificar o ponto em que continuar produzindo só aumenta o prejuízo?
👉 Assista ao vídeo e descubra o que é o Ponto de Fechamento — o limite que separa estratégia de desperdício.

📉 Você sabe quando uma empresa deve parar de produzir para evitar prejuízos maiores?
Neste vídeo, explicamos de forma simples e visual o conceito de Ponto de Fechamento, um dos temas mais importantes da economia empresarial. Descubra como identificar esse limite e tomar decisões estratégicas para proteger a saúde financeira do seu negócio.
🔍 Aprenda:
• O que é o ponto de fechamento
• Como ele se diferencia do ponto de equilíbrio
• Por que continuar produzindo pode aumentar o prejuízo
• Como aplicar esse conceito na prática
💡 Ideal para estudantes de economia, administração, contabilidade e empreendedores que querem entender melhor os custos e decisões de produção.
📊 Com gráficos explicativos e exemplos reais, este vídeo vai te ajudar a enxergar o momento certo de parar — antes que seja tarde demais.

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Decisões Financeiras Inteligentes

Decisões Financeiras Inteligentes: Interseção entre Dados, Segurança e Comportamento Humano

Em um cenário empresarial cada vez mais dinâmico e competitivo, tomar decisões financeiras assertivas deixou de ser uma questão de intuição e passou a depender de três pilares fundamentais: dados confiáveis, proteção da informação e interpretação do comportamento humano. A equação é clara: dados confiáveis + proteção + interpretação humana = decisões financeiras mais inteligentes e sustentáveis. Empresas que adotam essa abordagem conseguem antecipar riscos, identificar oportunidades, proteger seus ativos e engajar seus colaboradores de forma estratégica. Neste artigo, exploramos como a Cultura Data-Driven, a Cibersegurança e as Finanças Comportamentais se interligam para formar uma base sólida de gestão financeira moderna. Veja o diagrama abaixo e leia o artigo.

Cultura Data-Driven: O Alicerce da Transformação Digital

A cultura orientada por dados é o ponto de partida para qualquer empresa que deseja evoluir com consistência. Trata-se de uma mentalidade que valoriza a coleta, análise e uso estratégico de informações para embasar decisões em todos os níveis organizacionais.

  • Coleta e análise de dados confiáveis: Ferramentas de big data, inteligência artificial e machine learning permitem extrair insights valiosos a partir de grandes volumes de informação.
  • Identificação de padrões e tendências: Com dados bem estruturados, é possível antecipar riscos, prever comportamentos de mercado e identificar oportunidades antes da concorrência.
  • Tomada de decisão baseada em evidências: Reduz-se o espaço para achismos e aumenta-se a assertividade nas decisões estratégicas, operacionais e financeiras.
  • Otimização do fluxo de caixa e investimentos: A análise preditiva permite alocar recursos com mais eficiência, evitando desperdícios e maximizando retornos.

Sem dados confiáveis, não há como avaliar riscos, mensurar desempenho ou planejar o futuro com precisão. No entanto, para que essa cultura seja eficaz, é imprescindível garantir que os dados estejam protegidos — o que nos leva ao próximo pilar: a cibersegurança.

Cibersegurança e Proteção de Dados: A Base da Confiança

Com o avanço da digitalização, proteger os dados tornou-se tão importante quanto coletá-los. A cibersegurança é o conjunto de práticas e tecnologias que garantem a integridade, confidencialidade e disponibilidade das informações empresariais.

  • Segurança de informações financeiras e estratégicas: A proteção contra fraudes, invasões e vazamentos é essencial para preservar o patrimônio e a reputação da empresa.
  • Compliance com leis de proteção de dados (como a LGPD): Estar em conformidade com a legislação evita multas, processos judiciais e crises de imagem.
  • Confiança nos sistemas de informação: Quando os dados são íntegros e autênticos, a tomada de decisão se torna mais segura e eficaz.
  • Resiliência operacional: Empresas preparadas para lidar com ataques cibernéticos conseguem manter suas operações mesmo diante de adversidades.

A cibersegurança não é apenas uma questão técnica, mas estratégica. Ela garante que os dados utilizados na cultura data-driven sejam confiáveis e protegidos. E mais: ao proteger os dados, também protegemos informações sensíveis sobre o comportamento humano — o que nos leva ao terceiro pilar da gestão financeira moderna.

Finanças Comportamentais: Humanizando a Tomada de Decisão

As finanças comportamentais unem economia e psicologia para entender como as pessoas tomam decisões financeiras. Esse campo é essencial para compreender os fatores emocionais, sociais e cognitivos que influenciam o comportamento de consumidores, investidores e colaboradores.

  • Compreensão de vieses cognitivos: Emoções, hábitos e crenças podem levar a decisões irracionais. Entender esses vieses ajuda a criar estratégias mais eficazes.
  • Gestão de capital humano: Dados comportamentais permitem melhorar o engajamento, a produtividade e a retenção de talentos, impactando diretamente os resultados financeiros.
  • Design de políticas financeiras mais eficazes: Incentivos, comunicação e estratégias alinhadas ao perfil dos colaboradores e clientes aumentam a adesão e a eficiência das ações.

Os dados comportamentais são fundamentais para personalizar estratégias e evitar decisões que prejudiquem os resultados. Mas para que esses dados sejam úteis, é preciso que estejam bem protegidos e organizados — reforçando a interdependência entre os três pilares.

A Sinergia que Gera Valor

Em um mundo corporativo cada vez mais orientado por resultados, a capacidade de tomar decisões financeiras inteligentes é o que separa empresas resilientes daquelas que ficam para trás. Adotar uma cultura data-driven, investir em cibersegurança e compreender o comportamento humano não são mais diferenciais — são pré-requisitos para a sustentabilidade e o crescimento dos negócios. Essa tríade estratégica permite que as organizações operem com mais previsibilidade, protejam seus ativos mais valiosos e alinhem suas ações às reais necessidades de seus colaboradores e clientes.

No entanto, transformar dados em decisões exige mais do que tecnologia: exige conhecimento, experiência e visão estratégica. É nesse ponto que a Eduwork se torna uma aliada essencial. Com uma equipe altamente qualificada, a Eduwork oferece soluções em Business Intelligence (BI) e planilhas automatizadas, capazes de transformar dados brutos em relatórios claros, dinâmicos e acionáveis. Isso permite que gestores tenham em mãos as informações certas, no momento certo, para tomar decisões com confiança e precisão.

Se sua empresa busca evoluir com inteligência, segurança e sensibilidade estratégica, o momento de agir é agora. Conte com a Eduwork para transformar dados em valor e decisões em resultados concretos.

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Entenda as Diferenças entre Contabilidade Fiscal, Gerencial e de Custos

Você sabe realmente como cada área da contabilidade atua dentro de uma organização?
Neste vídeo, o professor Ronaldo Pontes explica de forma objetiva e didática as diferenças entre contabilidade fiscal, contabilidade gerencial e contabilidade de custos.
Com exemplos práticos e uma abordagem comparativa, você vai entender como essas áreas se complementam e por que é fundamental conhecê-las para tomar decisões estratégicas, cumprir obrigações legais e otimizar recursos.
📌 Assista agora:

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Fim do “Achismo”: Transforme a Empresa com Relatórios que Realmente Importam

A dor principal: falta de dados confiáveis

Para muitos gestores, a maior fonte de angústia é a ausência de informações precisas e atualizadas que sustentem decisões estratégicas. A sensação de trabalhar “às cegas” aumenta o risco de investimentos mal direcionados e faz crescer o receio de errar na alocação de recursos, criando ciclos de insegurança que emperram o crescimento.

Um gestor de uma loja de vestuário, por exemplo, chegou a encomendar grande volume de camisetas em cores variadas para uma promoção de fim de estação sem qualquer histórico de venda segmentado por cor ou tamanho. Na prática, deixou de aproveitar os modelos mais populares e ficou com excesso de peças que não atraíram o público, gerando custos de armazenamento e necessidade de descontos agressivos para limpar o estoque.

O risco das decisões por feeling

Decisões baseadas exclusivamente na intuição ou no “feeling do momento” podem parecer rápidas, mas carecem de sustentação analítica para acompanhar mudanças de mercado. Quando uma escolha não sai como esperado, o erro tende a se repetir, pois não há registros formais que permitam identificar o que deu errado e por quê. Isso mantém a empresa presa a sucessivas tentativas até atingir um patamar minimamente satisfatório.

Em uma pequena marcenaria, o proprietário decidiu concentrar toda a produção em um modelo de cadeira inspirado em uma feira de móveis que visitou por um dia. Confiando apenas na empolgação do momento, não acompanhou indicadores de custo de matéria-prima e tempo de produção e acabou incapaz de vender volume suficiente para cobrir horas-homem, gerando retrabalho e custos extras de logística para garantir entregas dentro do prazo.

Contabilidade tradicional: reativa, não estratégica

Escritórios de contabilidade focam em obrigações fiscais e registros históricos, mas esses dados só chegam ao gestor semanas depois, quando o cenário já mudou. Sem visibilidade imediata do fluxo de caixa ou da rentabilidade por produto, torna-se inviável ajustar preços, cortar despesas ou planejar investimentos de forma oportuna. O resultado é um ciclo de retrospectiva que não alimenta o futuro imediato do negócio.

Por exemplo, o dono de uma empresa de serviços descobriu ao receber o balanço mensal que seu fluxo de caixa ficara negativo duas semanas antes. Sem esse alerta antecipado, atrasou o pagamento a fornecedores e perdeu condições especiais de negociação, comprometendo o relacionamento comercial e elevando custos financeiros com juros por atraso nos contratos.

Da planilha ao sistema integrado: a evolução necessária

Planilhas de Excel oferecem flexibilidade e custo quase zero, mas exigem lançamentos manuais, revisões constantes e muitas vezes carecem de protocolos de validação. Qualquer erro de digitação ou fórmula mal aplicada afeta todo o conjunto de relatórios, comprometendo a confiabilidade dos números. O esforço dedicado à manutenção desses arquivos retira tempo precioso do gestor para análise de tendências e ações corretivas.

Em uma distribuidora de peças automotivas, o gestor passou a dedicar todas as noites de domingo para reconciliar vendas em marketplaces e em loja física, atualizando manualmente planilhas de estoque. Um deslize ao registrar uma venda online fez faltar produto em plena Black Friday, provocando cancelamentos em massa e ataques de insatisfação nas redes sociais que mancharam a reputação da marca.

ERP sozinho não basta: relatórios customizados e BI

A implementação de um sistema ERP padronizado entrega um grande volume de dados, mas não os transforma automaticamente em informações estratégicas. Para obter valor real, é preciso criar processos de extração, transformação e carga (ETL) que capturem dados brutos do ERP e os alimentem em um ambiente de Business Intelligence. Esses pipelines automatizados garantem que vendas, estoque, faturamento e custos sejam atualizados em tempo real, sem dependência de intervenções manuais, evitando atrasos e erros de digitação.

Cada setor da economia exige um conjunto distinto de relatórios e indicadores. No varejo, por exemplo, dashboards podem cruzar ticket médio, giro de estoque e taxa de conversão online versus loja física, exibindo gráficos de tendências semanais e tabelas de produtos com baixo desempenho. Na indústria, relatórios automáticos de eficiência global do equipamento (OEE), tempo de setup e rendimento por lote ajudam a identificar gargalos na linha de produção. Já em serviços, painéis mostram percentual de ocupação de consultores, faturamento por projeto e Net Promoter Score (NPS), permitindo comparativos entre equipes e períodos.

Um painel customizado reúne indicadores-chave em uma única tela, com filtros interativos por região, canal de venda ou cliente. Gráficos de barras e séries temporais evidenciam picos de demanda, enquanto heatmaps destacam produtos ou processos críticos. Alarmes definidos em função de metas, como margem mínima por pedido ou nível de estoque de segurança, disparam notificações automáticas por e-mail ou aplicativo quando ultrapassados. Assim, o gestor recebe insights proativos e pode aprofundar a análise clicando em gráficos drill-down, transformando dados complexos em decisões ágeis e seguras.

Conclusão: conte com a experiência da Eduwork

Transformar dados brutos em inteligência de negócio é fundamental para tirar as Empresas da zona de risco e posicioná-las em um patamar de crescimento sustentável. Na Eduwork, reunimos conhecimentos em engenharia de dados, modelagem de informações e Business Intelligence para:

  • Integrar e consolidar bancos de dados de sistemas, planilhas e fontes externas.
  • Criar relatórios customizados que respondam exatamente às perguntas dos gestores.
  • Desenvolver painéis de indicadores e alertas em tempo real, permitindo cenários preditivos.

Se sua empresa ainda vive o desconforto de tomar decisões no escuro ou de receber relatórios defasados, venha conversar com a Eduwork. Podemos estruturar todo o fluxo de dados e entregar insights que colocam você no controle do seu negócio, reduzindo riscos e potencializando resultados.

Custo Padrão para Controle: Investigando Variações e Mantendo a Eficiência

📊 Custo Padrão para Controle: Investigando Variações e Mantendo a Eficiência
Neste vídeo, explico como o custo padrão pode ser utilizado como uma poderosa ferramenta de controle gerencial, especialmente quando comparado ao custo real da produção. A partir da ficha técnica utilizada no orçamento, é possível identificar três tipos principais de variações:
🔍 Variação de Preço – responsabilidade do departamento de compras
🔧 Variação de Quantidade – responsabilidade da produção
⚖️ Variação Mista – combinação de fatores
Destacar essas variações é essencial para investigar suas causas, atribuir responsabilidades corretamente e promover ações corretivas. Afinal, só se controla aquilo que se mede — e o custo padrão é o ponto de partida para manter os custos sob controle e a operação mais eficiente.
💬 Deixe seu comentário sobre como você aplica esse conceito na sua empresa ou estudos!

• custo padrão
• controle de custos
• variação de preço
• variação de quantidade
• variação mista
• ficha técnica
• orçamento de produção
• contabilidade gerencial
• gestão de custos
• análise de variações
• controle financeiro
• administração de empresas
• eficiência operacional
• departamento de compras
• controle da produção

Custo Padrão (Standard): Aplicações na Indústria e nos Serviços

📊 Custo Padrão (Standard): Aplicações na Indústria e nos Serviços

 

Neste vídeo, explico de forma clara e objetiva o conceito de custo padrão — também conhecido como standard cost — e suas diferentes aplicações nos setores industrial e de serviços.
🔧 Na indústria, o custo padrão é uma ferramenta essencial para o controle e planejamento financeiro, permitindo comparações precisas entre o custo estimado e o real.
🧾 Já nos serviços, sua aplicação pode variar: em algumas situações, funciona mais como uma previsão aproximada, útil para estimativas e decisões estratégicas, mas com menor precisão.
Se você trabalha com contabilidade, gestão financeira ou simplesmente quer entender como esse conceito impacta diferentes modelos de negócio, este vídeo é pra você!
✅ Assista, curta e compartilhe!
📌 Deixe seu comentário com dúvidas ou sugestões de temas para os próximos vídeos.

DRE Renovada: Checklist Essencial e Boas Práticas para Cumprir a IFRS 18

Em janeiro, publicamos um guia aprofundado sobre a nova estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) segundo a IFRS 18. O CPC 51 é a norma brasileira de contabilidade que corresponde à IRFS 18. O CPC 51 foi submetido a uma consulta pública conjunta pelo CVM, CPC e CFC entre agosto e setembro de 2025 para alinhar as normas brasileiras à norma internacional. Agora, reunimos as últimas atualizações, detalhamos os impactos práticos nas empresas brasileiras e incluímos imagens ilustrativas para tornar tudo mais didático. Ao final, mostramos como a Eduwork pode apoiar sua organização nessa transição.

 

  1. Visão Geral da IFRS 18

A IFRS 18, que substituirá a IAS 1, entra em vigor para exercícios iniciados em 1º de janeiro de 2027. Seu principal objetivo é:

  • Padronizar categorias de receitas e despesas
  • Exigir subtotais uniformes na DRE
  • Aumentar a transparência das Medidas de Desempenho da Administração (MPMs)
  • Harmonizar a apresentação e divulgação em notas explicativas.

 

  1. Nova Estrutura da DRE

Para conferir maior transparência e uniformidade às demonstrações financeiras, a IFRS 18 reorganiza a Demonstração do Resultado do Exercício em quatro blocos fundamentais, cada um com um subtotal obrigatório. Essa nova disposição agrupa receitas e despesas conforme sua natureza e função econômica, permitindo distinguir com clareza o desempenho operacional, os resultados de investimento, os custos de financiamento e o resultado acumulado antes do imposto de renda e de operações descontinuadas. Com essa estrutura padronizada, investidores e analistas obtêm uma visão mais consistente e comparável do desempenho da empresa.

A IFRS 18 reorganiza a DRE em quatro blocos principais, cada um com subtotais obrigatórios:

Bloco Conteúdo
Resultado de Operação Receitas e despesas diretamente ligadas ao core business
Resultado de Investimento Juros, dividendos e variações cambiais não operacionais
Resultado de Financiamento Encargos financeiros e custos de financiamento
Lucro/Prejuízo antes do IR Consolidado antes de Imposto de Renda e Operações Descontinuadas

 

2.1 Esquema da Nova Estrutura da DRE

Para ilustrar as mudanças na estrutura da DRE conforme a IFRS 18, segue o esquema:

Imagem 1: Mock-up da nova DRE, com blocos destacados para facilitar o entendimento.

  1. Métodos de Apresentação: Natureza vs. Função

 Essa norma também introduz a possibilidade de apresentação das contas por natureza ou por função, uma escolha que impacta diretamente a forma como as informações financeiras são organizadas e interpretadas. A apresentação por natureza categoriza as despesas e receitas com base em sua essência, como matérias-primas, depreciação ou serviços contratados. Já a apresentação por função agrupa esses itens com base em sua contribuição para diferentes áreas da empresa, como custo de vendas ou despesas administrativas. Para a apuração da DRE, é fundamental que as empresas definam claramente qual abordagem adotarão, assegurando a consistência dos critérios utilizados e a clareza na comunicação dos resultados financeiros.

A norma mantém dois métodos de apresentação na DRE:

  • Por natureza: reúne despesas por tipo (pessoal, materiais, depreciação)
  • Por função: agrupa despesas por área de atividade (vendas, administração, P&D)

Independente da escolha, é preciso detalhar nas notas explicativas a composição de cada linha e divulgar todas as MPMs usadas para análise de desempenho.

 

  1. Divulgação de Medidas de Desempenho da Administração (MPMs)

A IFRS 18 eleva o nível de transparência ao exigir as Medidas de Desempenho da Administração (MPMs). As MPMs São indicadores criados pela própria gestão, como EBITDA ajustado, lucro antes de itens não recorrentes ou margem operacional ajustada, para proporcionar uma visão mais clara do desempenho econômico da empresa. A IFRS 18 exige que essas métricas deixem de ser caixas-pretas e passem a integrar, de forma clara e padronizada, as demonstrações e notas explicativas.

4.1 Antes de tudo, é preciso apresentar a reconciliação completa entre cada MPM e o valor equivalente reconhecido segundo os princípios contábeis da norma. Isso significa detalhar linha a linha os ajustes realizados: quais despesas ou receitas foram excluídas, acrescentadas ou reclassificadas, e o impacto de cada uma delas no indicador final.

4.2 Em seguida, a norma requer a descrição das premissas e métodos de cálculo adotados. Não basta informar “lucro ajustado”; é preciso explicar, por exemplo, se foram excluídos custos de reestruturação, variações cambiais ou despesas com stock options, e por que esses ajustes refletem melhor a capacidade gerencial de geração de valor.

4.3 Por fim, a IFRS 18 obriga a detalhar os critérios de agregação e desagregação de contas significativas. Se a administração agrupar vários itens sob “outras receitas operacionais”, deve deixar claro o que está incluído nesse conjunto e quando cada conta será apresentada separadamente, caso atenda aos testes de materialidade.

Ao exigir esses três pilares: reconciliação, transparência nos cálculos e clareza na estruturação de contas, a IFRS 18 fortalece a confiança dos investidores, porque reduz subjetividades e torna possível comparar indicadores de desempenho entre diferentes empresas de forma consistente. Isso reforça a confiança dos investidores e melhora a comparabilidade entre empresas.

 

  1. Impactos Práticos nas Empresas Brasileiras

 Implementar a IFRS 18 na prática envolve mudanças que vão além do simples ajuste de planilhas: exige a revisão dos sistemas de informação, a atualização das políticas contábeis, o desenvolvimento de novas competências internas e o aprimoramento do diálogo com investidores. A seguir, detalhamos quatro frentes de ação essenciais para que sua empresa atenda aos requisitos da norma e, ao mesmo tempo, fortaleça a governança, a transparência e a qualidade dos seus relatórios financeiros.

Para atender à IFRS 18, as empresas precisam:

  1. Revisar sistemas ERP
    • Mapear contas contábeis nas novas categorias
    • Ajustar relatórios gerenciais para extrair subtotais padronizados
  2. Atualizar políticas contábeis
    • Revisão de manuais de contas e políticas de consolidação
    • Definição de regras e governança para aprovação das MPMs
  3. Capacitar equipes
    • Workshops multidisciplinares (contabilidade, fiscal, TI)
    • Treinamento específico sobre novas exigências de divulgação
  4. Reforçar a comunicação com investidores
    • Notas explicativas mais detalhadas
    • Informação comparável e consistente em relatórios intermediários.
  1. Roadmap de Implementação

Para conduzir a adoção da IFRS 18 de maneira estruturada e dentro dos prazos estipulados, apresentamos um roadmap de implementação dividido em cinco fases essenciais. Cada etapa, desde a identificação dos gaps até o go-live da nova DRE, foca em atividades-chave que garantem alinhamento técnico, operacional e cultural. Com prazos claros e responsabilidades bem definidas, sua equipe poderá mapear diferenças, ajustar sistemas, capacitar profissionais, validar processos e, finalmente, publicar a demonstração conforme os novos requisitos. Isso assegura uma transição eficiente, minimiza riscos e fortalece a confiabilidade dos relatórios financeiros.

Fase

Prazo

Principais Atividades

Gap Analysis

Até 31/12/2025

Mapeamento de diferenças entre IAS 1 e IFRS 18
Configuração de Sistemas

Até 30/06/2026

Ajustes em ERP, BI e relatórios gerenciais
Treinamentos

Até 30/09/2026

Capacitação de controladoria, TI, fiscal e tesouraria
Simulação e Dry Run

Até 31/12/2026

Teste de divulgação e validação de processos
Go-Live IFRS 18

01/01/2027

Publicação da primeira DRE conforme IFRS 18

 

  1. Desafios e Boas Práticas

A adoção da IFRS 18 traz consigo três desafios centrais que exigem atenção das equipes de finanças e controladoria. Cada um deles pode se transformar em ponto de melhoria quando adotamos boas práticas que aceleram a conformidade e reforçam a qualidade da informação.

7.1 Precisamos harmonizar as siglas e rótulos internos da empresa com a nomenclatura padronizada pela IFRS. Muitas organizações criam abreviações próprias, como “GP” para “Gastos com Pessoal” ou “RO” para “Receita Operacional” que, se não alinhadas ao padrão internacional, geram ruído na leitura dos relatórios. A boa prática aqui é desenvolver um dicionário central de termos IFRS, onde cada sigla interna receba sua correspondência oficial na norma. Esse repositório único garante que todo usuário, seja da área de controladoria ou de auditoria externa, interprete as contas da mesma maneira.

7.2 Desafio é elevar o nível de detalhamento exigido pela norma sem estender em demasia o tamanho das demonstrações. A IFRS 18 demanda informações mais granulares, mas ninguém quer um relatório inchado e de difícil navegação. Para equilibrar profundidade e objetividade, recomenda-se o uso de notas explicativas sucintas, pontuais e, sempre que possível, com hyperlinks internos. Assim, o leitor encontra um sumário enxuto na demonstração principal e pode clicar para “saber mais” nos pontos de maior interesse, mantendo o documento principal limpo e direto.

7.3 É essencial garantir a consistência total entre a nova DRE e a demonstração de fluxos de caixa (IAS 7). Como várias linhas de resultado impactam diretamente entradas e saídas de caixa, qualquer desalinhamento enfraquece a confiabilidade das informações. A prática mais eficaz é integrar os processos de validação entre as equipes de contabilidade e tesouraria: elaborar um checklist conjunto, executar cruzamentos automáticos de dados e promover reuniões de conciliação periódicas até que o fluxo de informações esteja plenamente sincronizado.

Adotando essas boas práticas, dicionário central de termos, notas explicativas objetivas com hyperlinks e validações integradas entre DRE e fluxo de caixa, sua empresa supera os principais obstáculos da IFRS 18, ganha em clareza de relatório e fortalece a confiança de investidores e stakeholders.

 

  1. Exemplos Ilustrativos

 

  1. Recursos e Leituras Complementares

Para se aprofundar e acessar orientações detalhadas sobre a aplicação prática da IFRS 18, confira as referências abaixo:

 

  1. Como a Eduwork Pode Ajudar

A Eduwork está preparada para ajudar sua empresa na adoção da IFRS 18, oferecendo expertise em consultoria contábil e implementação de novas normas. Nossa equipe trabalha para garantir uma transição tranquila e alinhada às exigências regulatórias, proporcionando uma visão clara e objetiva da saúde financeira de sua organização. Com a Eduwork, sua empresa estará sempre à frente, garantindo conformidade e transparência em um mercado cada vez mais competitivo.

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