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Quando a auditoria não audita: o escândalo Master & Reag
Quatro grandes empresas de auditoria — KPMG, EY, PwC e Crowe — deram aval a balanços que escondiam fraudes bilionárias.
O Banco Master declarou quase 20 bilhões em fundos e mais de 6 bilhões em créditos consignados que simplesmente não existiam.
A KPMG chegou a registrar ‘incerteza’ nos ativos, mas concluiu o balanço sem ressalvas.
O Banco Central, em uma checagem simples, fez 30 ligações para supostos tomadores de crédito e descobriu que nenhum havia recebido dinheiro.
Já a gestora Reag registrou 45 bilhões em créditos de carbono de terras públicas que não lhe pertenciam. EY, PwC e Crowe validaram esses números sem verificar a titularidade.
O resultado: investidores, credores e até bancos públicos ficaram com o prejuízo.
As auditorias invocaram sigilo profissional e não foram responsabilizadas.
A pergunta que fica é: para que servem auditorias que não verificam nada?
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